Herpes

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Formada pela UNIFESP, com título de especialista em Dermatologia e membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e da AAD (American Academy of Dermatology), a Dra Érica Monteiro escreve regularmente para o Dermatologia.
informações de contato da Dra. Érica Monteiro

O que é Herpes simplex?

É uma doença infecciosa muito contagiosa, recorrente, geralmente benigna, causada por dois vírus da família dos Herpesviridae: Herpes simplex vírus 1 (HSV-1) e Herpes simplex vírus 2 (HSV-2). É característica destes vírus infectar algumas células de forma lítica causando lesão (com destruição da célula) como nos epitélios (células da pele e das mucosas) e outras de forma latente (sem atividade destrutiva) como em neurônios (células do sistema nervoso) de onde são reativados (por fatores vários como exposição ao sol, febre, período menstrual, traumatismo, stress, uso de determinados medicamentos ou situações de redução da resistência física) voltando a infectar de forma lítica as células sensíveis causando nova doença. Os intervalos das recaídas são de espaçamento variado, acredita-se que estes vírus permaneçam em nosso organismo por toda a vida.
Como pode ser adquirido?

A transmissão do vírus se faz preferentemente por contato direto pessoa – pessoa, mesmo que não haja lesão ativa. A infecção através de objetos pode existir, mas é menos comum. Em torno de 90% das pessoas tiveram ou terão contato com o HSV-1 e cerca de 20% com o HSV-2.

Na maioria dos casos o HSV-1 provoca lesões ao redor da boca (herpes labial, gengivoestomatite, faringite herpética), o HSV-2 provoca lesões genitais (uretra, vulva, pênis, vagina, etc.).As infecções primárias pelo HSV-1 são doenças primariamente de crianças, as infecções pelo HSV-2 são transmitidas principalmente por contato sexual tendo predomidância entre os adultos.

Quais são os sintomas?

Considerável parte das pessoas que estão transmitindo os vírus dos herpes não apresenta sintomas tanto nas doenças pelo HSV – 1 como no HSV-2, mesmo a primeira infecção pode transcorrer sem queixas. As pessoas que apresentam sintomas sistêmicos (sintomas além dos localizados) podem se queixar de mal estar, febre e desconforto ou queixas vagas de pequena intensidade. Nas localizações bem definidas as manifestações podem ser bem características.

Gengivoestomatite herpética. Febre alta, múltiplas feridas na boca, língua, faringe, intensa reação inflamatória da gengiva e aumento dos gânglios do pescoço. Nos adolescentes e crianças maiores predominam as úlceras faríngeas.

 

Herpes Genital. Feridas penianas, vulvares, vaginais, perianais, com ou sem comprometimento uretral que Existindo pode ocasionar desconforto ao urinar.

 

Encefalite Herpética. Mesmo fora do período neonatal a reativação dos HSV-1 ou 2 pode causar lesões neurológicas importantes com quadro semelhante ao das outras infecções virais.

Herpes Neonatal. Os casos de infecção neonatal podem ser adquiridos tanto por infecção ascendente durante a gravidez como por contaminação durante o parto. As doenças neonatais quando generalizadas são muito graves. É importante considerar a necessidade de realizar o nascimento por cesariana em todos os casos de herpes genital.

Como o médico faz o diagnóstico?

Nos casos típicos é suficiente o exame clínico. Em situações especiais pode ser necessário a identificação do vírus por meio do exame citológico da lesão ou pela biópsia.

Como pode ser previnida?

Evitar o contato com lesões evidentes. Identificar as causas que desencadeiam os surtos recorrentes para evitá-los incluindo a indicação de cesariana para mulheres com herpes genital. O uso protetor solar reduz a incidência de herpes relacionado à exposição solar.

 

Como é o tratamento?

O tratamento dependerá da intensidade dos sintomas e da recorrência das crises. Pode-se fazer apenas tratamento local para melhorar a cicatrização ou tratamento com medicações via oral. A melhor escolha será feita apóa avaliação do médico dermatologista.

Dra. Érica Monteiro – dermatologista

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Formada pela UNIFESP, com título de especialista em Dermatologia e membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e da AAD (American Academy of Dermatology), a Dra Érica Monteiro escreve regularmente para o Dermatologia.
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