Outras novidades do Congresso Americano de Dermatologia – Fevereiro 2011

compartilhar:
o autor

Formada pela UNIFESP, com título de especialista em Dermatologia e membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e da AAD (American Academy of Dermatology), a Dra Érica Monteiro escreve regularmente para o Dermatologia.
informações de contato da Dra. Érica Monteiro

Estrias

Há várias teorias que tentam explicar o aparecimento das estrias. O efeito mecânico de estiramento predispõe à ruptura de estruturas da pele, por exemplo, gravidez, obesidade, aumento de peso, crescimento (como ocorre no estirão da puberdade).

Fatores genéticos, por exemplo: presença de estrias como um dos critérios menores de diagnóstico para a síndrome de Marfan.

Fatores hormonais podem causar estrias, como: aumento de hormônios esteróides, síndrome de Cushing; terapia esteróide local ou sistêmica.

As estrias podem ser recentes ou antigas.
Recentes: ocorre um processo inflamatório e surgem linhas finas ou largas, a
cor é vermelho-arroxeada. Podem permanecer avermelhadas ou arroxeadas de
três meses a dois anos.
Antigas: o organismo passa a produzir um colágeno mais espesso e as estrias
ficam semelhantes a uma cicatriz com coloração perolada, já que a melanina,
pigmento que dá cor à pele, é eliminada
É possível evitar as estrias? como? Se as estrias já apareceram, o que fazer em casa para melhorar sua aparência?
Antigamente o tratamento para estrias era desanimador, hoje dispomos de tratamentos que amenizam o aspecto clínico das estrias. Porém, é necessária avaliação de cada caso individualmente.

A escolha do tratamento dependerá do tipo de estria (estria recente ou tardia), localização (abdome, coxa, mama, braço,…), espessura e profundidade, tipo de pele do paciente. Pode-se fazer o tratamento clínico (cremes/loções de uso local) ou cirurgia dermatológica (epidermodivulsão, peelings físicos e químicos, LASER).
Os resultados dependerão da classificação da estria, da localização e serão melhores quando associamos uma ou mais técnicas de tratamento.

Quais os tratamentos disponíveis em consultórios?
Epidermodivulsão: pequeno procedimento onde anestesiamos o local com estrias e utilizamos uma agulha especial para “descolar” as paredes da estria e estimular a formação de novo colágeno no local para melhorar a aparência das estrias, peelings físicos (cristais ou diamantes) e químicos (como os com ácido retinóico ou ácido glicólico) , LASER. O laser pode ser usado para estrias vermelhas, como o dye laser e a luz intensa pulsada ou o laser fracionado para estrias brancas.
Quem já tem estria há muitos anos pode curá-las?
Não se pode curá-las, mas pode tentar melhorar o aspecto da estria. Quanto mais antiga a estria, difícil será a resposta ao tratamento. Os resultados serão melhores quando mais de um técnica é utilizada no mesmo paciente.

A estria é um problema exclusivo da mulher ou homem também pode ter?
Tanto o homem quanto a mulher podem ter estrias, não é um problema exclusivo das mulheres.

Importante: as estrias não têm cura, mas podem ter seu aspecto estético melhorado. Não acredite em promessas milagrosas, nem em tratamentos mirabolantes. Consulte seu médico dermatologista para avaliar seu caso e fazer a melhor programação terapêutica.

Dra. Érica Monteiro – Dermatologista

o autor

Formada pela UNIFESP, com título de especialista em Dermatologia e membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) e da AAD (American Academy of Dermatology), a Dra Érica Monteiro escreve regularmente para o Dermatologia.
informações de contato da Dra. Érica Monteiro

Comentários

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.